Viva a segunda-feira! — será?

O papo do momento está em “encontrar o seu propósito”, “viver todo dia como se fosse uma sexta-feira”, “síndrome do domingo à noite” ou “musiquinha do Fantástico”. Você também ouve isso toda hora? Parece meio clichê, não é mesmo?

Por muito tempo refleti sobre esse papo de propósito. Caramba, será que é possível encontrar algo que me encante? É possível viver uma segunda-feira como se fosse final de semana?

Eu só conseguia enxergar dois caminhos e pensava que só eles seriam possíveis. Acreditava que tinha seguir no meu emprego, na carreira onde eu estava, que ali sim seria o caminho certo, que ganharia alguma promoção e ficaria até me aposentar ou, então, deveria montar um negócio — até surgiu essa possibilidade em 2010 e quase abri uma franquia da Croasonho; o negócio começou a andar, visitamos lojas para conhecer a operação, mas desistimos por causa do alto investimento. Uma confissão aqui: ainda bem que não abrimos! Provavelmente entraríamos para a triste estatística de pouca longevidade das empresas brasileiras.

Segundo levantamento realizado pelo IBGE, 3 de cada 5 empresas abertas no Brasil fecham as portas. Lógico que aqui existem variáveis externas, como moeda, governo, tributos, entre outros, mas, o primordial para se abrir um negócio é saber onde se está pisando: ter um conhecimento prévio do assunto ou uma ideia mirabolante não são suficientes para montar o negócio, existem inúmeras razões por trás. Portanto, muito cuidado aqui.

Hoje esse papo faz muito sentido para mim. Todos os dias são exatamente iguais a todos outros e a minha motivação a cada dia é sempre algo muito gratificante.

Portanto, gostaria de trazer algumas reflexões internas que costumo externar com os meus clientes. Quem sabe te ajude a encontrar sua arte e faça com que você comemore e viva a segunda-feira.

 Autoconhecimento

Este foi um questionamento presente em minha vida durante muitos anos. Sentia que não estava tendo o rendimento que queria. Minha produtividade e minha performance estavam muito abaixo do esperado.

O meu pensamento mudou quando eu me conhecei mais, entendi quem realmente eu era, quais eram as minhas habilidades únicas, o que me diferenciava das outras pessoas e quais os meu valores — e isso sim foi primordial. A partir desse alinhamento comecei a ver o mundo com inúmeras possibilidades e esse papo de “viva a segunda-feira” ficou mais claro.

Foi aí que percebi que precisava ter clareza, saber onde estava, reconhecer minhas qualidades e saber o que me diferenciava da maioria das pessoas.

Você refletiu sobre essas coisas? Quais são os seus hábitos, quais são os seus hobbies, quais leituras lhe atraem. No meu caso percebi que, durante muitos anos, li muito a respeito de desenvolvimento pessoal e inteligência emocional.

Gosto muito de usar com meus clientes a matriz SWOT. Nela conseguimos identificar em 4 quadrantes nossas fortalezas, fraquezas, oportunidades e ameaças.

Neste ponto, gosto muito de uma frase usada pelo Gustavo Succi:

“Você está jogando o seu jogo ou jogando o de outra pessoa? 

Minha interpretação desta frase é que, na maioria das vezes, tomamos nossas decisões com base no que as outras pessoas querem, com o simples intuito de agradá-las. Desta forma, estamos jogando o jogo da outra pessoa — e não o nosso!

Você já se fez esta pergunta?

Nunca é tarde para recomeçar

Neste texto comento que o meu processo de mudança começou com 32 anos de idade. Na minha cabeça, na época, qualquer mudança seria loucura e, de certa forma, me achava velho para um recomeço.

O que me confortou foi ler que Bill Gates fundou a Microsoft com a mesma idade que eu comecei o meu negócio! Hahahaha! — brincadeira…

Aqui uma dica: não se iluda com a idade! Você não precisa ser jovem para começar qualquer coisa. A lista de empreendedores que começaram o seu negócio após os 40 é grande! Veja só:

— Charles Fint: iniciou a IBM com 61 anos;

— Gordon Bowker: fundou a Starbuks aos 51 anos;

— O WhatsApp, onde a maioria dos 350 milhões de usuários possuem menos de 25 anos, foi fundada por Brian Acton, aos 40 anos.

Isso não é só importante para empreender, mas também para qualquer processo de mudança, seja transição de carreira ou de empresa.

Não ouça suas vozes internas

Por muitas vezes você ouvirá aquelas vozes internas lhe dizendo o seguinte: Não faz isso! É bobagem! Isso não vai dar certo! É loucura!

Sabe o que acontece quando ouvimos essas vozes?

Exato. Isso mesmo. Não vai dar certo. Não seguimos com os nossos sonhos, simplesmente os deixamos de lado por não acreditar em nós mesmos.

Tem autores que criam nomes para essas vozes e colocam uma frase fortalecedora sempre que elas aparecem.

Exemplo: O Gerômino Theml, batizou a voz interior dele como “Zeca Urubu” e, quando pensamento negativos aparecem, usa a frase fortalecedora “se fosse fácil todo mundo faria”.

Esse exemplo achei bacana. Você pode usar isso de maneiras diversas. Eu uso!

Pensar positivo, estar ciente que o tropeço é inevitável e que existirá algo grandioso lhe esperando: é assim que você consegue mudar esse jogo e concretizar o que você quer ser.

Ter uma mentalidade vencedora é essencial para superar essa batalha interna.

Invista em conhecimento

Muitas vezes achamos que para mudar de área precisamos fazer uma nova faculdade. Isso acaba dando certa “preguiça”, o horizonte parece mais longe e acabamos desistindo.

Para você ter ideia, existem muitas pós-graduações, MBAs e até mesmo cursos mais rápidos e online que podem lhe ajudar nesta jornada.

É muito importante você estudar bastante a área que irá atuar. No meu caso, estudo muito desenvolvimento pessoal e sou obcecado por esse campo.

Existem cursos que são muito baratos, que não exigem um investimento muito alto, como este que fiz recentemente, e que são excelentes e vão lhe ajudar no seu marketing pessoal.

Assim que você tiver o conhecimento certo, ficará mais fácil falar e até mesmo escrever sobre o assunto. Você se sentirá mais confiante e seguro!

Caso queira saber mais ou precise de alguma ajuda ou empurrãozinho para encontrar o que deseja trabalhar e viver de fato a segunda-feira.

Podes enviar um e-mail para contato@eduardozanini.com.br ou deixar um comentário aqui dizendo – Viva, a segunda-feira.

Edzanini Written by: