Qual o momento certo para uma transição de carreira?

Neste último final de semana refleti bastante sobre o primeiro semestre de 2017. Como estavam as minhas metas, o que já tinha atingido, o que faltava, o que estava bom, o que não estava, quais as oportunidades e quais as ameaças. — Aliás, utilizo com meus clientes um modelo de análise SWOT, ferramenta de gestão que ajuda as empresas e pessoas na tomada de decisões assertivas em direção ao alcance de suas metas e objetivos. Este método foi criado pelo norte-americano Albert Humphrey, consultor de gestão de negócios, nas décadas de 1960 e 1970.

De certa forma, foi uma autorreflexão bastante válida. Inclusive, recomendo que você faça o mesmo. E não só no final de um semestre, mas periodicamente. — Para me organizar e medir meu desempenho tenho usado o Trello, ótima ferramenta para acompanhamento de ações.

Em meio as minhas análises, tive um insight para escrever este texto. O tema que falarei abaixo é algo bastante comum entre profissionais insatisfeitos com suas carreiras e com suas escolhas profissionais. Digo isso porque percebo em alguns clientes um sentimento de estagnação, como se não soubessem quais os primeiros passos em direção a uma mudança de carreira e de vida.

Como eu já passei por estas mesmas aflições no passado, gostaria de compartilhar com vocês o que considero como os passos fundamentais para quem está neste processo mudança.

1. Conheça a si mesmo

O autoconhecimento é fundamental para quem pensa em ter outra profissão, empreender ou até mesmo mudar de área. É necessário ter um olhar mais para si e buscar um alinhamento com a área da sua escolha.
A partir daí você conhecerá o seu perfil e, através dele, terá mais clareza e objetividade do que realmente almeja.

No texto “E se todos os dias fossem sextas-feiras” falo que, para nos conhecermos melhor, temos que conhecer os nossos valores.

O exercício abaixo pode te ajudar nisso.

Coloque no papel o que você sonhava ser quando criança, quando adolescente e aos vinte e poucos anos. Será que as respostas lançam alguma luz ao que você gostaria fazer agora?

Voltar no tempo irá lhe ajudar para que todos os dias sejam como uma sexta-feira. Use a imaginação!
Depois, pergunte-se: você trabalha para os outros ou para si mesmo?

Busque a reposta em termos de satisfação – não em dinheiro. Veja se você está respeitando os seus valores pessoais.

Com base na sua resposta, identifique até que ponto você tem vontade de mudar.

Você ainda pode se aprofundar no autoconhecimento através de um processo de Coaching, terapia ou cursos.

2. Faça uma reserva financeira

Aqui um ponto bastante importante e que tem total relação com o item anterior — estão ligados principalmente aos seus valores.

Vejamos alguns exemplos:

Digamos que uma pessoa tenha um valor de segurança bastante alto. Essa pessoa só irá fazer a sua transição de carreira se respeitar tal valor. Ter a reserva financeira suficiente para sair pode levar alguns meses — ou até anos.

Mas, o que é preciso fazer para se ficar seguro?

Alguns podem dizer que significa juntar 10 vezes o seu salário anterior, quitar seu carro e pagar 50% da sua casa ou apartamento.

Já uma pessoa que tenha o valor do desafio muito alto, essa pessoa irá fazer a transição um pouco mais rápido.

Mas, e como se desafiar a fazer uma transição de carreira com o mínimo de segurança?

Bom, não aconselho que você simplesmente largue tudo pro alto e se demita, mas que tal diminuir um pouco aqueles números e se desafiar a juntar 4 vezes o seu salário anterior, quitar 30% do carro e 20% do apartamento? — caso você tenha carro ou apartamento para quitar, lógico…

3. Busque conhecimento

Muitas vezes achamos que para mudar de área precisamos fazer uma nova faculdade. Isso acaba dando certa “preguiça”, o horizonte parece mais longe e acabamos desistindo.

Para você ter ideia, existem muitas pós-graduações, MBAs e até mesmo cursos mais rápidos e online que podem lhe ajudar nesta jornada.

É muito importante você estudar bastante a área que irá atuar. No meu caso, estudo muito desenvolvimento pessoal e sou obcecado pela minha área.

Assim que tiver o conhecimento, fica mais fácil falar e até mesmo escrever sobre o assunto. Você se sentirá mais confiante e seguro.

4. Amplie seu networking

É muito importante ampliar o seu networking. Esteja com pessoas que pensem como você e comece a interagir com profissionais da sua nova área de atuação.

No texto “As pessoas com quem você mais convive moldam quem você é” falo sobre a famosa frase de Jim Rohn que diz que “somos a média das cinco pessoas com quem passamos mais tempo”.

Se por acaso você que mudar de setor na empresa, busque os colegas desta nova área, almoce com eles, ajude-os em novos projetos no seu tempo livre — se possível, claro.

Busque no mercado e na sua rede de contatos alguém que já chegou lá e aproxime-se deste profissional.

5. Faça projetos como autônomo ou voluntário

Uma excelente forma de começar é fazendo trabalhos como autônomo ou como voluntário na sua área da sua atuação.

Esses trabalhos irão ajudar você a ganhar experiência e enriquecerão ainda mais o seu currículo.

A medida que estiver mais seguro, você pode fazer alguns projetos de forma autônoma, ainda que em paralelo com sua profissão atual.

Quando sentir que aquele é o momento certo, trabalhe exclusivamente para este projeto e construa sua nova carreira.

6. Divulgue-se nas redes sociais

O autor Napolleon Hill, em seu livro “Lei do Triunfo”, identificou quatro padrões comportamentais: comunicar, solicitar, arriscar e realizar. Com base nestes comportamentos, mostre para o mundo que você está pronto para assumir desafios maiores em sua área e que é uma autoridade no assunto!

Quando estava fazendo a minha formação em Coaching, descobri uma ferramenta muito bacana que fez mudar e muito minha forma de pensar quanto a autopromoção. Desenvolvida pelo Dr. Lair Ribeiro, com base nos padrões comportamentais acima, ela pode ser adaptada de acordo com as características pessoais de cada um.

Edzanini Written by: