E se todos os dias fossem sextas-feiras?

Na última sexta-feira (09/06) estive em Veranópolis (RS) para a comemoração antecipada do aniversário de 70 anos do meu pai.

Geralmente a viagem até lá é tranquila, exceto pela serra que fica entre Bento Gonçalves e Veranópolis, e que exige cuidado redobrado na direção.

Foi exatamente neste trecho em que alguns locais ficaram interditados devido às fortes chuvas que castigaram a região, fazendo com que tivéssemos que mudar a rota em mais de 100km.

O que era para ser um incomodo, na realidade, foi uma grata surpresa. Conhecemos uma estrada muito bacana e fomos presenteados com uma paisagem fantástica.

A festa para o meu pai foi um evento incrível. Entre os vários convidados alguns velhos amigos reunidos depois de muito tempo. E, claro, não faltaram homenagens da nossa parte.

Não era um evento qualquer – aquela sexta-feira foi aguardada com muita expectativa. E, ao refletir sobre isso, lembrei de como eu era um desses caras que começava a semana já torcendo para que a sexta-feira chegasse logo. Durante muito tempo trabalhei em algo onde minha única expectativa era a próxima sexta-feira.

Dia desses li um conceito a respeito disso que tenho levado aos meus clientes. Me refiro ao ACTT, teoria apresentada pela coach Nina Segura em seu livro “Todo Dia é Sexta-feira”.

Conheça a si mesmo

Primeiramente, devemos nos conhecer melhor. Principalmente no que diz respeito aos nossos valores. Segundo a autora, precisamos avaliar o que realmente amamos fazer e quais são os nossos valores mais importantes.

Nina comenta que muitos empresários bem-sucedidos conhecem bem os seus “valores pessoais” e os alinham aos seus trabalhos.

Paz, resiliência, família, espiritualidade, comunidade, realização e humor são alguns exemplos de valores abordados pela autora. Segundo ela, devemos escolher ao menos cinco – e não necessariamente estes.

Pergunte-se, por exemplo, o quanto o seu trabalho e a forma como você está levando a sua vida se alinham a esses valores e a intensidade em que “os vive”.

Faça um exercício:

Coloque no papel o que você sonhava ser quando criança, quando adolescente e aos vinte e poucos anos. Será que as respostas lançam alguma luz ao que você gostaria fazer agora?

Voltar no tempo irá lhe ajudar para que todos os dias sejam como uma sexta-feira. Use a imaginação!

Depois, pergunte-se: você trabalha para os outros ou para si mesmo?

Busque a reposta em termos de satisfação – não em dinheiro. Veja se você está respeitando os seus valores pessoais.

Com base na sua resposta, identifique até que ponto você tem vontade de mudar.

Vamos ao conceito ACTT

As práticas a seguir irão lhe ajudar a enxergar um horizonte mais amplo de como seriam os seus dias se cada dia fosse como uma sexta-feira. Ficou confuso? Nina te explica.

“Confie nas suas habilidades para se adaptar e entenda que nada e ninguém pode retirar de você os seus verdadeiros valores.”

ACTT significa:

– Alinhamento

Conheça os seus valores e dê o seu máximo para manter o seu estilo de vida e trabalho alinhado a eles.

Alinhe-se ao mercado conhecendo o seu valor pessoal. Solicite ao seu empregador ou seus clientes que descrevam o valor que você adiciona.

À medida que identificar isso, busque conversar com os seus superiores, sócios e familiares e veja a possibilidade de começar algo novo ou passar por alguma transformação.

– “Crew” ou “Tripulação” (nossa vozes internas)

Todos nós temos aquela voz interna que expressa algo diferente, como no filme “Divertida Mente”, por exemplo, onde cérebro humano convive com diversas emoções diferentes: alegria, medo, raiva e tristeza.

Cada uma dessas emoções expressa valores diferentes – cabe a você tentar entender o que cada uma delas representa em sua vida.

Assim que identificar o que cada membro dessa tripulação expressa, você terá mais clareza e conseguirá e tomar decisões mais assertivas.

Em seguida, cerque-se de pessoas que estejam 100% comprometidas com o seu sucesso: seja colegas de trabalho, coaches, familiares ou amigos. Você precisa ter ao seu lado pessoas de confiança que complementem seus pontos fortes.

A sua equipe ajudará a decifrar com mais precisão a sua linha de ação para que você possa alcançar o que deseja.

Aumente o círculo de pessoas que não pensam como você para obter novos pontos de vista. Neste texto eu falo sobre este ponto – já ouviu aquela frase de que somos a média das pessoas com quem passamos mais tempo?

– Transformação

Conhecer sua estratégia de transformação é de suma importância. É através dela que você crescerá como líder.

A fase de transformação é muito diferente da fase de transição. Alguns pontos importantes sobre isso:

1) Comprometimento: tempo e meios necessários para que a transformação ocorra;

2) Responsabilidade: sua parte naquilo que esteja ao seu alcance;

3) Transparência: com todos que você confia; seja um mentor,”coach”, ou outra pessoa de confiança;

4) Participar de grupos: pode ser de mastermind – grupo de pessoas com o mesmo objetivo que o seu que discutem as melhores práticas para crescimento.

– Transição

Assumindo que você identificou todos os pontos acima, agora você precisará de um plano de transição para se deslocar do seu local atual até o seu objetivo.

Elabore um “modelo estratégico” que descreva o seu objetivo principal de longo prazo, as lacunas a serem preenchidas para você chegar lá e as transições necessárias.

Leve em conta os objetivos de longo alcance da sua organização: Você está construindo sua transição de carreira para outra empresa ou para empreender? Você tem um plano de ação bastante eficaz?

Defina pontos de checagem mensais e trimestrais que representem pequenos êxitos e progressos.

Seja o seu líder

Tire um tempo para si mesmo. Determine qual o seu legado – o esforço a ser aplicado nas coisas pelas quais você deseja ser lembrado e o porquê por trás da escolha da sua carreira.

Tente passar o máximo de tempo possível trabalhando “em favor do negócio”, e não se complicando com a “rotina do negócio”.

Saiba delegar, distanciar-se e confiar que as pessoas vão cumprir com suas obrigações enquanto você se concentra na estratégia. Confie também na sua “intuição”.

“Todos temos a mesma quantidade de tempo. Não é uma questão de tempo, é uma questão de prioridades.”

Os fracassos também são importantes

Aqueles que conhecem a si mesmos e têm uma boa ideia do negócio – e que sejam capazes de aceitar o fracasso como uma oportunidade de aprendizado – têm grandes chances de serem bem-sucedidos.

Em primeiro lugar, esteja sempre atento ao “pensamento negativo”. Esteja também ciente dos fatores que levam muitas pessoas e empresas a desistirem – como, por exemplo, ficar sem dinheiro ou deixar de atender as necessidades importantes.

O fracasso faz parte da vida dos líderes; aprenda com eles.

***
Agora, me diga: você gostaria que todos os dias fossem sextas-feiras?

Se quiser saber mais sobre o tema, fique à vontade para me contatar.

Edzanini Written by:

6 Comments

  1. Raquel Santos
    junho 16, 2017

    Muito Obrigada!

    Tenho aprendido muito com tuas orientações,mande sempre.Um abraço.

  2. junho 16, 2017

    Muito Obrigada!

    Tenho aprendido muito com tuas orientações,mande sempre.Um abraço.

    Pois então, estou reforçando comentário.

    • Edzanini
      junho 16, 2017

      Muito obrigado pela Raquel. Fico bem feliz que tenha gostado. Qualquer dúvida que tiveres podes me chamar. Grande abraço.

  3. George
    junho 16, 2017

    Boa tarde,
    Tem sido muito bom, as suas orientações…
    Grato,

    • Edzanini
      junho 20, 2017

      Que bom George. Fico muito feliz. Muito obrigado. Grande abraço.

  4. Lucas Alves
    julho 6, 2017

    Muito bom, Eduardo!!
    Já estive aqui comentando em um outro post seu, parabenizando-o. Estou de volta com o mesmo intuito! Suas ideias ajudam de fato a nos orientar. O autor Mario Sergio Cortella possui uma coletânea chamada: Pensa bem nos faz bem! E, com toda certeza, após ler ser artigo é esse o sentimento que nos desperta!

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