6 hábitos de pessoas altamente empáticas para você se inspirar

Faz algum tempo desde que comecei a me interessar e ler sobre assuntos que envolvam nossas conexões pessoais. A comunicação baseada em compreender o outro – no olhar e no saber ouvir. Porém, tenho notado que, com o avanço da tecnologia, essa capacidade de colocar-se no lugar do outro tornou-se cada vez mais escassa.

Como Coach, acredito que buscar a compreensão do outro seja uma maneira incrível para se comunicar, viver e conviver melhor em uma sociedade – o que fica difícil num mundo onde, por exemplo, felicitações de aniversários, antes feitas pessoalmente ou numa ligação, simplesmente foram trocadas por mensagens escritas em piloto automático no WhatsApp ou no Facebook.

Coincidentemente, no momento que escrevo este texto, um grande amigo completa mais um ano de vida. Obviamente, não enviarei uma mensagem para ele. Assim que o texto for para o ar, farei uma ligação para felicitá-lo e colocarmos o papo em dia.

A empatia tem um poder muito grande de revolucionar as relações humanas – e hoje muito se fala sobre o tema.

Para Roman Krznaric, autor do livro “O Poder da Empatia”, “(…) A empatia pode gerar uma revolução. Não uma daquelas revoluções antiquadas, baseadas em novas leis, instituições ou governos, mas algo muito mais radical: uma revolução das relações humanas”.

Diante disso, gostaria de trazer algumas lições que aprendi com este livro. Separei 6 hábitos que podem aumentar seu potencial empático e ajudá-lo nos negócios e em sua vida pessoal.

Colocar para funcionar o nosso cérebro empático

Segundo o autor, a capacidade de empatia faz parte da nossa herança genética e pode aumentar ao longo da vida. Basicamente, ela fica à espera de um estímulo que pode ser ativado quando passamos por alguma experiência dolorosa e vemos outra pessoa passando pelo mesmo.

Alguns estudos apontam que a empatia ajuda no bem-estar das crianças e promove a inteligência emocional; podendo, inclusive, ajudar em conflitos nos mais diferentes contextos, como na família, na escola ou nas empresas.

Para acionarmos o cérebro empático e adotarmos esse hábito é preciso que exercitemos nossa mente com pensamentos e ações empáticas – nossas e das outras pessoas. Isso, sem dúvida, já é uma pequena vitória.

Dar o salto imaginativo

Dificilmente conseguimos imaginar a prática da empatia de uma forma constante. Roman explica que isso ocorre por algumas barreiras como preconceito, autoridade, distância e negação.

Devemos fazer um esforço consciente para nos colocarmos no lugar de outras pessoas – inclusive no de nossos supostos inimigos – para reconhecermos suas individualidades e perspectivas.

Você lembra de alguma ocasião em que tenha realmente tentado se pôr na pele de outra pessoa?

Qual a diferença que isso fez?

Quais são os tipos de pessoa que você tem dificuldade em criar empatia? Por que?

Como você poderia usar a empatia para superar esse obstáculo entre vocês?

Existe um ditado que diz “trate os outros como gostaria de ser tratado”. Essa situação, por si só, não é suficiente – você precisa ir além e adotar a chamada Regra de Platina: “trate os outros como eles gostariam que você os tratasse”

Buscar aventuras experienciais

Conhecer novas culturas e trocar ideias com pessoas de diferentes meios são exemplos de atitudes que podemos ter para começar a nossa viagem empática e de cooperação social.

Quando morei em Londres, senti essa sensação muito presente. Percebi que uma capacidade empática me ajudou muito na adaptação ao novo país e me tornou mais resiliente.

Trabalhar em conjunto, com objetivos comuns e compartilhando experiências, ajuda a aumentar a capacidade empática. Em suma, mergulhe em aventuras experienciais!

Qual seria seu projeto de férias ideal para mergulhar em outra cultura?

Você já tentou compreender o ponto de vista de uma pessoa da qual discorda?

Praticar a arte da conversação

Roman diz que pessoas empáticas costumam apresentar seis características em suas conversas:

1. Curiosidade por estranhos;
2. Escuta radical;
3. Retirada da própria máscara;
4. Preocupação com o outro;
5. Espírito criativo;
6. Pura coragem.

Explico.

No último domingo (22/05), participei de um treinamento onde ficamos quatro dias totalmente imersos. Eu não conhecia boa parte das pessoas presentes e percebi que precisava trabalhar a curiosidade por estranhos para interagir com essa galera que me era estranha. Precisava estar presente para o que cada pessoa estivesse falando e ouvir com bastante atenção, exercitando assim a escuta radical.

Contudo, apenas escutar não basta. Para que a empatia se desenvolva, é necessário que caiam nossas máscaras. Você precisa se abrir com o outro para que o mesmo se sinta mais a vontade – é assim que ocorre a troca.

Qual foi a conversa mais surpreendente e estimulante que você já teve com um estranho em algum evento ou outro lugar?

Viajar em sua poltrona

Você já leu um livro ou assistiu algum filme e sentiu experiências tão fortes que o transportaram para a história?

Livros e filmes podem servir como veículos para que a transformação empática aconteça.

Com as mídias digitais conseguimos nos conectar instantaneamente com pessoas ao redor do mundo, tendo interações de mão dupla, mas é preciso saber usá-las, pois o efeito pode ser justamente o contrário: esse tipo de mídia traz ao mesmo tempo oportunidades para a empatia e algumas ameaças à ela.

Qual filme, livros ou outras obras mais contribuíram para expandir sua empatia e alteraram o modo como você age no mundo?

Inspirar uma revolução

Existe a possibilidade de criar ondas de empatia mais coletivas e que são capazes de transformar histórias. Pobreza, violência, desigualdade e degradação ambiental são alguns dos problemas atuais que podem diminuir em escala com a criação de uma cultura da empatia.

Gerando empatia em escala conseguimos promover mudança social e estender nossas habilidades empáticas para abraçar essas causas.

A grande mudança acontece nas relações pessoais e a empatia é o mais importante instrumento para que isso ocorra. Ainda há um longo caminho pela frente: despertar empatia nas gerações futuras parece um dos maiores desafios. O conceito de empatia vem surgindo com bastante força: e cabe a nós, agora, encontrarmos diferentes maneiras de expandi-la ainda mais.

Conclusão

A empatia, sem dúvida alguma, é a melhor forma para se evitar o individualismo. Seu poder é tão grande que tem a capacidade de alterar o rumo de diversas questões como relacionamentos e preconceitos, fazendo que vivamos de forma mais harmoniosa.

E você: o que poderia fazer a partir de hoje para aumentar o seu poder de empatia?

Edzanini Written by:

2 Comments

  1. AMÉLIO JOAQUIM BORGES VARGAS
    junho 2, 2017

    Caro Eduardo,
    Muito bom o artigo sobre EMPATIA.
    Ocorre muito isto, quando dizemos “Meu Santo não casou com tal pessoa”.
    Se usarmos a empatia, tudo isto irá mudar, assim que praticarmos a ARTE da CONVERSAÇÃO.

    • Edzanini
      junho 6, 2017

      Muito obrigado pelo comentário Amélio. Exatamente, a arte da empatia ajuda para entender o outro. Grande abraço.

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